Conversões - Super Street Fighter II - The New Challengers



Super Street Fighter 2 The New Challengers se mostra uma ótima conversão para o console 16 bits da "BIG N". Com todo o retoque mágico que a série SF2 ganha com essa nova versão, muitos detalhes do jogo original são mantidos, respeitando o bom gosto dos fans dos jogos de luta. Alguns aspectos estão faltando nessa versão caseira como por exemplo a falta da fala do narrador: "Round One, Fight!" e como sempre muitos frames foram cortados devido a limitação técnica do video-game Super Nintendo. Mas nem tudo são perdas. As versões caseiras ganharam alguns novos modos de luta. Logo na tela de entrada você pode escolher de 0 a 3 estrelas que indicam modos de distintos (a cor do logo do jogo muda de acordo com o número de estrelas). Super Battle é o modo "Arcade" tradicional onde se luta contra 12 oponentes em busca da vitória perante M. Bison. Versus Battle é o modo contra: Um jogador contra o outro, clássico! Group Battle você monta o seu próprio torneio fazendo partidas eliminatórias ou não, dependendo de sua escolha prévia. Uma espécie de "Team Battle" 8 contra 8 ou 8 contra 1 ... A escolha fica toda para os jogadores! Já no Tournament Battle, 1 a 8 jogadores podem jogar sendo que o computador vai montar 4 chaves eliminatórias mesclando os adversários para firmar o torneio. É como se fossem as quartas de final de uma copa do mundo. E por último, o Time Challenge é o também clássico "Time Attack" famoso nos jogos de corrida. Seu objetivo é derrotar o oponente no menor tempo possivel e quebrar o recorde. Escolhe-se o seu personagem e também o seu oponente. No geral a conversão é ótima como já foi dito. E quem é bom amante dos video-games sabe que tem todo um charme especial jogar Street Fighter no Super Nes e no Mega Drive, simplesmente não dá pra esplicar mas tenho certeza de que muita gente compartilha desse mesmo sentimento que eu!





Outra ótima conversão foi a do console da Sega, o Mega Drive. Muito parecida com a versão do Super Nintendo, a do Mega tem alguns pontos positivos e negativos em relação à versão de sua concorrente, a Nintendo. Dentre os pontos fortes, o Mega apresenta melhor qualidade sonora, o que é de se espantar já que o hardware para áudio do Mega é inferior em relação ao do Super Nintendo. Talvez um melhor trabalho pela equipe de programadores da Capcom fizesse a efetiva diferença. Agora, muito mais popular do que ná época do Street Fighter 2 Special Champion Edition, o joystick de 6 botões dá um alívio imenso para quem estava acostumado com o velho clássico joystick de 3 botões! Os gráficos perdem em cores, menos suaves, comparados com o Super NES. Todos os modos de jogo estão disponíveis também no Mega Drive. Resumidamente, uma outra ótima versão para consoles caseiros, cada qual com sua vantagem: Ponto forte para os gráficos do Super NES e ponto forte para o som do Mega Drive, ainda que mono.





Em 1997, a Capcom lançou para os 2 melhores consoles 32 bits a coletânea Street Fighter Collection. Tal coletânea trazia em 2 CDs os jogos Super Street Fighter II The New Challengers e Super Street Fighter II X Grand Master Challenge no primeiro disco e no segundo disco, separado, o jogo Street Fighter Alpha 2 Gold (ou Zero 2 Dash na versão original japonesa). A conversão no console da Sega ficou muito boa! Praticamente uma versão arcade, perde apenas em alguns detalhes para a versão original de fliperama. O tempo de acesso ao disco existe! Apesar de não ser muito longo, razoavelmente curto, você jogador terá que esperar um pouquinho o video-game carregar alguns instantes do jogo. Na hora da luta, quando surge as cenas de vitória e em alguns outros pontos. Existe a opção de "shortcut" no menu de opções do jogo, o que já é uma boa pedida para quem não quer perder tempo carregando telas "desnecessárias". Pontos positivos dessa conversão são os efeitos sonoros e as músicas que ficaram muito próximas às originais. O controle é preciso, coisa que ajuda muito na jogabilidade. Os gráficos não ficam devendo nada para a até então poderosa placa de arcade CPS2. O joystick do Sega Saturn parece que foi desenhado para se jogar Street Fighter dá ao jogador liberdade plena aos combos e golpes sem necessidade de adaptação da disposição dos botões de disparo do joystick do arcade. Todos os quadros de animação dos personagens estão aparentemente presentes criando uma sensação de animação suave para quem joga e quem assiste ao jogo. Infelizmente essa versão não utiliza o cartucho expansor de memória do Sega Saturn. Talvez a Capcom pudesse explorar melhor esse recurso fazendo uma conversão melhor ainda, a exemplo da coletânea "Capcom Generation 5" que sairia um ano mais tarde. No geral, uma ótima conversão! Extremamente recomendado para todas as idades!





Felizes os proprietários de um PlayStation da Sony puderam também sentir o gostinho de se jogar uma excelente conversão de Super Street Fighter II The New Challengers. Com a mesma coletânea lançada para seu rival Saturn, o PlayStation também é lembrado pela Capcom. A conversão no console da Sony ficou ótima! Não fica devendo nada para a versão Saturn, pelo contrário... O hardware do video-game foi muito bem aproveitado pelos programadores fazendo com que o jogo ficasse muito parecido com o original. O tempo de acesso ao disco é relativamente rápido, se levada em consideração a velocidade do drive e a quantidade de memória do aparelho. Existe a opção "shortcut" para pular as telas de escolha de lutador, cena de vitória e etc. As músicas e os efeitos sonoros ficaram excelentes. A jogabilidade é boa e a disposição dos botões de disparo do joystick incomoda um pouco os desacostumados. A animação ficou muito boa e suave, também não apresenta cortes visiveis. No geral, os programadores estão de parabéns pois fizeram uma excelente conversão desse belíssimo jogo chamado Super Street Fighter II The New Challengers.





Quando Super Street Fighter II era sucesso, o sistema operacional usado nos micro-computadores pessoais era o MS-DOS 6.22. Naquela época, o Windows® utilizado na maioria dos PC´s no mundo todo era ainda o 3.1, que veio bem antes do Windows® 95. Como o MS-DOS era um sistema operacional em modo texto (não feito especialmente para gráficos avançados) os jogos não tinham uma resolução muito boa. A exemplo de outros jogos da época, SSFII rodava a 640x480 e era algo bem rústico para os padrões de hoje. Todos os personagens e golpes estão presentes, sendo que o controle era um pouco atrapalhado se jogado no teclado. Os joysticks da época eram ligados na porta da placa de som e a maioria deles tinha apenas 4 botões de disparo. Isso atrapalhava a jogabilidade. A Capcom chegou a lançar um joystick para PC pra ser jogado junto com o SSFII mas não creio que isso tenha chegado no Brasil, e se chegou, passou longe de minha vista. Os sons estão bons e a diversão não é prejudicada pelas limitações da plataforma e sistema. Sem emuladores para arcade, a conversão de SSFII para DOS foi uma mão na roda para muitos dos ratos de fliperama!